DÓLAR À VISTA FECHA A R$ 5,2438, EM QUEDA DE 0,82%

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Data: 9 de março de 2026

SOJA: CHICAGO FECHA EM ALTA COM CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em alta nesta sexta-feira. Sinais de que o conflito no Oriente Médio pode se prolongar influenciam os negócios, impulsionando o petróleo e os preços de fertilizantes, o que deve acabar se refletindo nos custos de agricultores. Além disso, a alta do petróleo tende a estimular a demanda por biocombustíveis como o biodiesel, que tem entre suas matérias-primas o óleo de soja. O vencimento maio da oleaginosa ganhou 21,50 cents (1,82%), para US$ 12,0075 por bushel. Na semana, acumulou valorização de 2,56%.

"Dinheiro especulativo continua entrando nas commodities e nos grãos, independentemente dos fundamentos, à medida que a guerra com o Irã se intensifica e não mostra sinais de desaceleração", afirmou em nota Matt Zeller, da StoneX.

Diante desse cenário, fatores como oferta e demanda têm ficado em segundo plano. As vendas externas de soja dos EUA continuam fracas e a China tem se mantido ausente do mercado norte-americano. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) publicados na quinta, exportadores do país venderam 36 milhões de toneladas de soja desde o início do ano comercial, em 1º de setembro. O volume é 18,4% menor do que o registrado em igual período do ciclo anterior. O mercado está mais otimista quanto à realização da reunião de cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, mas não há expectativa de grandes compras no curto prazo, já que a China segue focada na oferta da América do Sul no momento.

No Brasil, a colheita já está quase na metade e a previsão é de uma safra recorde. Segundo a estimativa mais recente da Agroconsult, produtores brasileiros devem colher 183,1 milhões de toneladas em 2025/26. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires disse que 30% da safra de soja tinha condição boa ou excelente na última semana, melhora de 1 ponto porcentual ante a semana anterior. A projeção de safra foi mantida em 48,5 milhões de toneladas.

As tensões no Oriente Médio também devem ofuscar o relatório de oferta e demanda do USDA, que sai na próxima terça. Traders já não costumam esperar grandes surpresas no relatório de março, e a situação geopolítica diminui ainda mais a expectativa quanto aos dados do USDA. Segundo analistas consultados pelo Wall Street Journal, a produção de soja no Brasil deve ser cortada de 180 milhões para 179,3 milhões de toneladas. Já a estimativa para a Argentina deve passar de 48,5 milhões para 48,1 milhões de toneladas.

Veja como ficaram os principais contratos de soja e derivados na CBOT:

COTAÇÕES DO COMPLEXO SOJA NA BOLSA DE CHICAGO

GRÃO
CBOT/Agência Estado
US$/bushel cents
Nov/2511,850021,25
Jan/2612,007521,50
Mar/2612,130020,50
Mai/2611,972516,75
FARELO
CBOT/Agência Estado
US$/t US$
Out/25313,107,50
Dez/25317,207,90
Jan/26319,607,00
Mar/26317,205,30
ÓLEO
CBOT/Agência Estado
(cents/libra) pontos
Out/2566,2189
Dez/2566,5888
Jan/2666,2363
Mar/2665,2959

PREÇOS AGROPAN

Preços válidos das 9:10h às 12h
SojaSoja US$Milho R$Trigo - PH 78Dólar
R$ 119,0022,6957,0055,005,2438

As opiniões contidas neste relatório são pessoais e não representam em hipótese alguma recomendação para compra e/ou venda de contratos nos mercados futuros e/ou físico.

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