DÓLAR À VISTA FECHA A R$ 5,1882, EM QUEDA DE 0,62%

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Data: 9 de fevereiro de 2026

SOJA: CHICAGO TERMINA EM BAIXA COM REALIZAÇÃO DE LUCROS

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em baixa nesta segunda-feira. Traders embolsaram lucros após o mercado ter subido nas quatro sessões anteriores e acumulado valorização de 5,2% no período. Os preços vinham subindo com a expectativa de novas compras da China, após o presidente americano, Donald Trump, afirmar que o país asiático estaria considerando adquirir mais 8 milhões de toneladas de soja antes do fim do ano comercial corrente. O vencimento março da oleaginosa recuou 4,50 cents (0,40%), para US$ 11,1075 por bushel.

O mercado "subiu no boato e caiu no fato", já que nesta segunda foi anunciada uma venda avulsa para a China. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), exportadores relataram venda de 264 mil toneladas de soja para o país asiático, com entrega prevista para o ano comercial 2025/26.

O USDA informou também que 1,136 milhão de toneladas de soja foram inspecionadas para embarque em portos norte-americanos na semana encerrada em 5 de fevereiro, queda de 13,78% ante a semana anterior. Do total, mais de 747 mil toneladas tinham como destino a China. No acumulado do ano comercial, o volume inspecionado é de 23,136 milhões de toneladas, queda de 32,3% na comparação anual.

Investidores também ajustaram posições antes do relatório mensal de oferta e demanda do USDA, que sai nesta terça. De acordo com analistas consultados pelo Wall Street Journal, a estimativa de estoques nos EUA ao fim da temporada 2025/26 deve ser reduzida levemente, de 350 milhões para 348 milhões de bushels (9,53 milhões para 9,47 milhões de toneladas). A projeção do USDA para a safra brasileira é outro dado bastante aguardado pelo mercado, disse Phil Flynn, do Price Futures Group.

O avanço da colheita no Brasil também pressionou as cotações. Os trabalhos atingiram 16% na quinta-feira passada, em comparação com 10% uma semana antes e 15% um ano atrás, de acordo com levantamento da AgRural.

As perdas foram limitadas pelo enfraquecimento do dólar ante o real e pelo avanço do petróleo. A queda da moeda norte-americana tende a desestimular as exportações brasileiras, enquanto a alta do petróleo faz com que refinarias tenham mais incentivo para misturar biodiesel ao diesel. O óleo de soja, que subiu mais de 2%, é uma das principais matérias-primas usadas na fabricação do biocombustível. A alta do derivado também refletiu expectativas de que um possível acordo comercial entre EUA e Índia impulsione as exportações de óleo de soja, segundo a AgResource.

Veja como ficaram os principais contratos de soja e derivados na CBOT:

COTAÇÕES DO COMPLEXO SOJA NA BOLSA DE CHICAGO

GRÃO
CBOT/Agência Estado
US$/bushel cents
Nov/2511,1075-4,50
Jan/2611,2500-3,75
Mar/2611,3650-3,00
Mai/2611,2600-2,00
FARELO
CBOT/Agência Estado
US$/t US$
Out/25297,80-5,80
Dez/25302,70-5,20
Jan/26307,50-4,90
Mar/26308,70-4,20
ÓLEO
CBOT/Agência Estado
(cents/libra)
Out/2556,69
Dez/2557,17
Jan/2657,36
Mar/2657,01

PREÇOS AGROPAN

Preços válidos das 9:10h às 12h
SojaSoja US$Milho R$Trigo - PH 78Dólar
R$ 115,0022,1657,0055,005,1882

As opiniões contidas neste relatório são pessoais e não representam em hipótese alguma recomendação para compra e/ou venda de contratos nos mercados futuros e/ou físico.

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